Lendas Urbanas sobre Educação Financeira - Investidor Inglês | Rumo a Independência Financeira

Lendas Urbanas sobre Educação Financeira


mitos finanças pessoais Após um comentário em meu post sobre Educação Financeira para Crianças, fui motivado a escrever o post de hoje. Pretendia escrever sobre os balanços da WEGE3, CIEL3, MGLU3 e outras que dei uma olhada por esses dias, mas deixarei isso para depois.

Assim, apesar do Halloween ter passado, aproveito o dia dos mortos para assustá-lo com algumas lendas urbanas...


Falta educação financeira ao brasileiro?


Lá no post comentado acima, um anônimo criou e respondeu essa pergunta. E sua resposta é que para a maioria das vezes, Não, não falta educação financeira e sim bom senso. E como argumento para sua posição, ele fala sobre pessoas sem instrução alguma que obtiveram sucesso financeiro.



Bom, eu já postei aqui no blog sobre um senhor que saiu do zero e atingiu os 500 mil reais. Este senhor não tinha instrução alguma e mesmo assim conquistou tal feito. Resumindo, ele;

  • Aportou com frequência;
  • Comprou ativos.

Basicamente, o senhor dos quinhentos mil fez isso. E aqui concordo com o anônimo que este senhor não passou por nenhum tipo de "curso" sobre como administrar seu dinheiro. Mas...

Ao gastar menos do que ganha e aportar o restante, sem saber o senhor usou um dos pontos da educação financeira!

Ao usar o montante que juntou para comprar ativos, novamente ele usou educação financeira!

Como? Chuto que aprendeu através de exemplos. Mas é um chute, apesar de colocar bastante fé que foi assim que ele aprendeu...

Bom, independentemente de como ele aprendeu sobre educação financeira, isso possibilitou o senhor de usar o... bom senso. Já que bom senso;

é a capacidade de fazer escolhas sensatas e inteligentes com cautela e equilíbrio. É a capacidade de ler uma determinada situação e a partir de então tomar a decisão mais acertada em relação a ela.    by SignificadosBr  

Este é o ponto de eu não concordar com o anônimo sobre bastar bom senso, já que para o usarmos, precisamos de conhecimento, pois para fazermos escolhas sensatas e inteligentes, quanto mais informação sobre o assunto tivermos, melhores serão nossas escolhas.


Lendas Urbanas sobre Educação Financeira

lendas urbanas sobre educação financeira

Cartões de crédito são ruins e é melhor evita-los


Começo a sessão de lendas com esta clássica. Eu concordo que há boas razões para se tomar cuidado com este meio de pagamento. Afinal, muitos por falta de conhecimento acabaram ficando em situações ruins devido as taxas praticadas. Pois pagar 14% ao mês de juros é o que conseguíamos em um ano aplicando na Taxa Selic. Lembrando que hoje, a taxa Selic está em 7,5 ao ano. 

Mas, a verdade é que isso é um mito, uma lenda urbana. Cartões de crédito não são ruins se forem usados da forma correta, na qual é pagar o valor total da fatura na data combinada. Sem contar que você compra um produto para pagar daqui a 30 dias, descarta a necessidade de andar com quantias razoáveis de dinheiro assim aumentando a segurança...

Outros mitos

  • Muito foco em economizar;
  • Investir é trocar o hoje pelo amanhã
  • Jovens podem se arriscar mais

Os mitos acima você pode ver neste post do Investidor Internacional. E agora, conhece algum mito sobre educação financeira?


Bis bald!
Lendas Urbanas sobre Educação Financeira Lendas Urbanas sobre Educação Financeira Reviewed by Investidor Inglês on 07:00 Rating: 5

24 comentários:

  1. Conheço gente que não deixa dinheiro no banco pois acha que o banco os roubará. kkkkkkkkk

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  2. Eu sou um defensor ferrenho do cartão de crédito. Simplificou minha vida de diversas formas. O problema do CC é de quem o carrega mesmo.

    Abraços!

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    1. Eu também aportador! Ele também simplificou minha vida!

      Abraços

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  3. Eu uso demais cartão de crédito, principalmente para ganhar milhas.

    Mas nunca deixei de pagar o total da fatura e nem costumo parcelar nada.

    Abraços!

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    1. Eu ando usando bastante também Ministro. Assim como você, também nunca paguei minimo.

      Abraços

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  4. Sou o anônimo que comentou sobre o bom senso no post anterior.
    Legal saber que meu comentário rendeu uma reflexão e um post.

    Ví que você concordou em partes com o meu raciocínio. Mas vou discordar em partes também do seu raciocínio.
    Principalmente em gerações anteriores a nossa as pessoas aqui no Brasil tinham como principal investimento a compra de imóveis, ou de gado etc. Esses eram os principais investimentos "populares".
    Isso era de domínio público, portanto não precisavam de estudos mais aprofundados para conhecer essa modalidade de investimento. Algumas pessoas com perfil mais econômico geralmente por terem sido criados por pais com esse perfil ou até mesmo por terem sofrido com dificuldades financeiras do passado, guardavam dinheiro pro futuro, para poder comprar produtos melhores, uma casa maior, educar melhor os filhos etc.
    Assim surgiram a maioria dos casos como o do senhor dos 500 mil.
    Até certo tempo atrás não havia internet, não havia TV ou quando havia pegava 2 ou 3 canais no máximo, a maioria do povão não lia revista Exame, PEGN etc.
    O conhecimento vinha de pai pra filho, no boca a boca ou vendo exemplos dos outros.
    Pode ser considerado educação financeira? Pode.

    Mas hoje a moda dos coachs está gourmetizando a informação para fazer seu nome com isso ou vender cursos e palestras, com alguns ensinamentos (muitas vezes óbvios) e muita encheção de linguiça.

    Muitos não fazem isso que o senhor dos 500k fez não é por falta de informação. Afinal tá cheio de endividados de classe média e com boa instrução. Não precisa muito conhecimento para saber que o básico é não gastar mais do que se ganha, mas muita gente não quer fazer isso.
    Muita gente não QUER poupar, querem viver adoidado, não querem trabalhar, querem ostentar, se mostrar pros "amigos", falta de bom senso na minha opinião.
    Não falta informação. As pessoas se perdem na vaidade e em alguns casos na necessidade.
    Quando é por necessidade eu até entendo.

    Pra finalizar reforço meu ponto de vista: O que faz diferença pra maioria das pessoas não é a falta da tal educação financeira, é falta de limites, vaidade e em alguns casos necessidade.
    O bom senso a que me referi é respeitar os próprios limites e fazer investimentos básico se possível, nada sofisticado ou que exija conhecimentos aprofundados.
    Para ir mais além aí sim será necessário conhecimentos mais amplos.

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    1. Obrigado pela visita anônimo! e valeu pelo comentário!

      Sobre os coachs, o senhor madruga tem um post muito bom refletindo sobre os caras. Minha opinião, apesar de MUITO óbvio alguns ensinamentos, as pessoas não os seguem e ainda pagam para os coachs. Interessante isso não? Lembrando que não defendo coachs, mas o fato é que eles estão se aproveitando de uma oportunidade.

      Sobre o querer, concordo com você. E quanto a isso, nada a fazer.

      E o meu ponto de vista é que se pudermos mostrar com a educação financeira exemplos dos nossos erros para que as pessoas possam refletir e não comete-los, isso pode fazer Sim diferença.

      Sabia que dependendo da situação da pessoa, o ponto "gastar menos do que se ganha" não funciona, não é recomendado?

      Mais uma vez, grato pela visita e volte sempre!

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  5. Fala II,

    Uso cartão de crédito somente quando necessário, mas lógico, pago à vista sempre. Prefiro pagar à vista, com desconto de 5% em dinheiro, e isto me dá mais tranquilidade ao saber que as rendas do mês seguinte entrarão limpinhas.

    Abração

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    1. Fala VDC,

      Eu já curto jogar os gasto para o mês que vem hehe Por isso, devo sempre manter uma reserva para poder paga-lo.

      Abração

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  6. Ações é investimento pra rico - mito.

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  7. Inglês, o grande problema do cartão realmente são as pessoas que o usam de forma incorreta. O velho dizer que as pessoas contam com o limite como se fosse aumento de renda.

    Acontece que os que sabem usar um cartão da forma correta são raríssimos. Tipo coachs realmente preocupados com seu público (:P)

    É só ver que muitos que o usam conscientemente estão na caminhada pra IF, como os daqui da blogosfera. E como sabemos, a gigantesca maioria não tá nem aí pra isso.

    Então, quando alguém me pergunta sobre cartão, eu nem falo nada dos benefícios, de saber usar e tal, só digo pra não usar, não ter! Pois a probabilidade de ser alguém despreparado é enorme. Então melhor não arriscar.

    Eu sou bastante contra pagar qualquer coisa de juros e anuidade pra Banco. Tem que valer muito a pena, Seja com milhas, ou bônus, ou outra coisa como usar os 40 dias pra investir em algo com retorno rápido. Porque se não por isso, é bem melhor não pagar anuidade e pagar tudo no famoso DÉBITO mesmo.

    Ótimo post é discussão.

    Grande abraço

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  8. Olá II!

    Acho que podemos flexibilizar o conceito do "bom senso" e até o conceito de "educação financeira". Vamos pegar o exemplo do cartão de crédito em minha vida.

    Eu sempre usei cartão de crédito. Mesmo antes dos 28 anos (que foi quando comecei a aprender sobre educação financeira com o livro do Pai Rico e do Frankberg), eu nunca deixei de pagá-lo no vencimento. Já sabia que se deixasse para depois, iria pagar juros. Nunca fiz conta disso, mas sabia que não era algo bom.

    Esse ato seria bom senso ou educação financeira? Podemos ter respostas diversas, aqui, percebe? Algumas situações seriam difíceis de definir, por isso que a compreensão dos termos é importante e varia de pessoa a pessoa.

    Abraço!

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    1. Olá André!

      Entendi seu ponto. Realmente, pode haver varias respostas.

      Abraço!

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  9. Cartão é bom sim, se souber usar !! se não pagar anuidade melhor ainda, eu nunca pagaria, mas quem tem gastos grandes até vale a pena pagar anuidade pelos bônus em milhas, como gasto pouco nunca que vou pagar anuidade.

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    1. Fala Stifler, eu como uso pouco, também não compensa pagar anuidade não, to fora!

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  10. Para acrescentar ao debate, dá pra considerar que qualquer pessoa, com ou sem instrução, pobre ou rica, etc, não precisa de conhecimento para entender que se gastar mais do que ganha vai faltar dinheiro no orçamento.

    Agora, se partirmos pro quesito de aperfeiçoar o modo de gastar menos e a melhorar a forma de fazer o dinheiro poupado aumentar o patrimônio, dai acredito que poucas pessoas tem "educação" financeira (o melhor seria conhecimento).

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    1. Concordo Alemão. É interessante que por mais óbvio que isso seja, algumas pessoas desafiam essa lógica rs

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  11. A lenda do café
    - FPI, você gosta muito de tomar café hein, você toma todos os dias? Há muitos anos?
    - Sim, gosto, sinto-me bem, posso me concentrar melhor, limpo a cabeça quando tomo café. Há 30 anos tomo 2 xícaras de café todos os dias.
    - FPI, 2 xícaras por dia útil são 44 por mês. cada uma a $5, são $ 220 todos os meses. Em 30 anos, você teria dinheiro pra comprar uma Ferrari! Já pensou nisso?
    - Fulano, você toma esse tanto de café todos os dias?
    - Não
    - Então cade a porcaria da tua Ferrari??????


    Claro que não podemos desprezar o valor dos pequenos gastos, mas fato é que as vezes eles nos trazem algum benefício indireto (na história acima, melhor desempenho no trablho) que acaba até justificando.

    Abc

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    1. Olá FPI!

      Muito boa sua lenda kkk Sim, não devemos desprezar, porém também devemos fazer o que nos faz bem. Como você está fazendo com o café.

      A vida não é só números

      Abraço

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  12. II, permita-me discordar de você.

    Acho sim que falta educação financeira ao brasileiro. A maioria das pessoas que eu conheço não sabem nem quanto tem de conta fixa no mês. Não tem sequer uma lista das contas, quanto mais uma planilha básica. O fluxo é basicamente: salário cai, paga as contas, gasta o resto.

    Educação financeira não é ensinada na escola. Quem aprende, aprende com quem possui alguma educação (raras excessões) ou por conta própria.

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    1. Fala Enriquecendo! Claro que permito rs

      Na maioria das escolas não é mesmo. Mas já vi escolas aplicando isso (tudo bem que era essas escolas modelo sabe, mas já é um começo não)

      Acrescento que quem aprende, aprende com quem possui e não possui educação

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